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2 de ago. de 2012

CONSTRUÇÃO CIVIL, MAIOR TAXA DE EMPREGO EM PERNAMBUCO.

A construção civil continua sendo o setor com maior taxa de crescimento na criação de empregos formais em Pernambuco. De acordo com estudo da consultoria econômica Ceplan, divulgado nesta quarta-feira (1º), o estoque de empregos do ramo, em junho, foi 13,5% superior ao mesmo mês do ano passado.
Isto significa um acréscimo de 18 mil vagas ao mercado de trabalho. Enquanto que a construção civil gerou 131.897 empregos em junho do ano passado, em junho deste ano o estoque de empregos era de 149.685 mil no estado.
O segundo setor com maior crescimento, de acordo com a pesquisa da Ceplan, foi o de serviços, com uma taxa de 6,9%, seguido por serviços industriais públicos, com 3,9% de crescimento. Comércio aparece em terceiro, com 3,7%, e a indústria de transformação vem depois, com alta de 3,2%. 
Estes os números, puxados pelo setor de construção civil, estão provocando o crescimento no Produto Interno Bruto (PIB) do estado, que deve fechar o ano com a média de 4,6%, quase o dobro do PIB brasileiro, cujo crescimento deverá ficar em torno 2,5%.
"O aquecimento da construção está sendo estimulado por três fatores. O primeiro são as obras de infraestrutura, como a Transnordestina. O segundo é o mercado imobiliário. E o terceiro são as plantas de grades industriais, como a fábrica da Fiat, em Goiana", explica Valdeci Monteiro, um dos economistas e sócios-diretores da Ceplan. 
Segundo ele, outro dado importante encontrado na análise diz respeito ao rendimento médio real das pessoas ocupadas. No primeiro semestre de 2011, os recifenses tinham uma renda aproximada de R$ 1.158,68, enquanto que, no mesmo período deste ano, a renda passou para R$ 1.243,38 -  uma variação de 7,3%, maior do que a variação nacional, que ficou em 4,7%.
O crescimento da produção industrial de Pernambuco também merece destaque, de acordo com o economista. "Crescemos 3,9% de janeiro a maio deste ano, é o segundo melhor desempenho do Nordeste (atrás da Bahia) e uma taxa duas vezes maior do que a brasileira, que teve um saldo negativo de 3,4%%", completa.